Concerto de Abertura: conheça o repertório que abre a temporada

Nesse pequeno guia você vai conhecer detalhes e curiosidades da cada uma das obras do Concerto de Abertura.

W. A. Mozart: Sinfonia n. 40 em Sol menor, K.550

Mozart compôs suas 3 últimas sinfonias (n. 39, 40 e 41) durante o verão de 1788, aos 32 anos. Não há registro de que ele tenha escutado a execução dessas sinfonias, mas Mozart fez uma pequena modificação na orquestração da sinfonia 40, adicionando clarinetes à partitura. Essa segunda versão com clarinetes é a mais executada atualmente e a versão que escutaremos nesse concerto. Os estudiosos da obra e vida de Mozart sempre procuraram uma razão ou circunstância nesse período da sua vida que justificasse o caráter tão angustiado e nervoso dessa sinfonia. Fruto provavelmente das memórias do gênio, essa obra-prima em tonalidade menor acabou se tornando uma das obras mais queridas pelo público e das mais executadas.

 

L. van Beethoven: “Ah! Perfido” ária de concerto Op. 65, para soprano e orquestra*

Obra de juventude do compositor (Beethoven a escreveu em 1796, quando tinha 26 anos de idade), essa ária de concerto retrata uma jovem mulher apaixonada. Traída por seu amante, a raiva a consome. No início da cena ela pede aos deuses que o punam, mas logo depois da explosão de ira ela volta atrás e invoca o seu perdão e pede que ela seja sacrificada em seu lugar.

 

L. van Beethoven: 'As criaturas de Prometheus', Abertura Op. 43

 “As criaturas de Prometheus”, ballet composto por Beethoven entre 1800 e 1801, teve um grande sucesso na sua estreia em Viena. Com o passar dos anos a obra foi sendo considerada obsoleta e hoje em dia só algumas apresentações esporádicas são feitas da obra completa. A abertura é a única peça da obra que até os dias de hoje se mantém no repertório de todas as grandes orquestras pelo seu virtuosismo e caráter brilhante.

 

W. A. Mozart: Rondó em Ré maior, K. 382, para piano e orquestra

Mozart, aos 26 anos e recém mudado de Salzburg a Viena, compôs esse Rondó em forma de variações como final alternativo para seu concerto para piano n. 5, composto aos 18 anos, para agradar o gosto musical do público da capital austríaca. Esse tema com 8 variações reflete brilhantemente todo o gênio musical do compositor e o virtuosismo do solista.

 

W. A. Mozart: “Ch'io mi scordi di te?” ária de concerto K. 505, para soprano, piano e orquestra*

Considerada uma das maiores árias de concerto de Mozart, foi composta para a cantora inglesa Nancy Storace em 1786 (e a parte de piano interpretada pelo próprio Mozart), como parte de um concerto de despedida de Nancy, que regressava ao seu país natal, após vários anos como estrela da ópera em Viena. Nancy inclusive estreou o papel de Susanna, na ópera “As bodas de Fígaro” do compositor.