Concerto de Aniversário - Conheça o repertório

Conheça mais detalhes de cada obra que a Orquestra Filarmônica, em parceria com o FEMUSC, vai apresentar nos dias 25 e 28 de julho, 20h. O concerto comemora o aniversário de Jaraguá do Sul e tem apoio da Prefeitura de Jaraguá e Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer.

O. Nicolai: As alegres comadres de Windsor

Baseado na peça de Shakespeare, esta ópera leve e elegante é uma das mais executadas no mundo. Com personagens marcantes interpretados pelas maiores vozes do canto lírico, a história, que acontece no tempo do rei Henrique IV (1553-1610), é centrada na figura de Sir John Falstaff, um cavaleiro decadente que tenta levar vantagem sobre duas mulheres casadas, mas acaba sendo colocado por elas em situações ridículas e embaraçosas.

G. Puccini: O mio babbino caro (Gianni Schicchi)

Baseada na Divina Comédia, de Dante Alighieri, a ópera cômica Gianni Schicchi estreou em 1918. Composta especialmente para soprano, a ária O mio Babbino já foi interpretada pelas maiores cantoras do mundo, como Maria Callas, Montserrat Cabellé e Kiri Te Kanawa, se tornando uma das árias de ópera mais conhecidas. Na ária, a jovem Laurettar tenta convencer o pai a ajudar a família de Rinuccio, por quem está apaixonada.

J. Offenbach: Les oiseaux dans la charmille (Os Contos de Hoffmann)

Conhecido por suas óperas cômicas e pela criação do Can Can, Os Contos de Hoffmann é a última tentativa de Offenbach, que morreu antes de terminar a obra, de compor uma ópera séria. Baseada em contos da literatura fantástica de E.T.A Hoffmann sobre as decepções amorosas de um poeta e suas três musas, a obra inacabada tem várias versões.

F. Léhar: Introdução, dança e Canção de Vilja (A viúva alegre)

A história da viúva dona de uma fortuna em um fictício (e minúsculo) país teve pouco público em sua estreia, na Viena de 1905. Mas com o tempo, conquistou plateias e ajudou a ampliar a fama do compositor Franz Lehár. Filho de um maestro de banda militar, Lehár descobriu nesta obra um estilo próprio e inconfundível de composição, marcado por fortes contrastes e oscilando do sentimentalismo popular às animadas valsas e marchas.

J. Offenbach: Conduisez-moi vers celui que j’adore (Robinson Crusoé)

A clássica história do náufrago inglês que vive anos numa ilha deserta completa 300 anos desde a primeira publicação do livro, em 1719. Inspirada mais em uma peça de teatro do que no romance original de Daniel Defoe, Robinson Crusoé é uma ópera cômica, ou opereta, encenada pela primeira vez em 1867, em Paris, França.

G. Gershwin: Summertime (Porgy and Bess)

Criada para a ópera Porgy and Bess, de 1935, essa ária se tornou um jazz standard muito popular, sendo regravado desde então por grandes vozes em todo mundo. Uma das óperas mais reconhecidas nos Estados Unidos, considerada por muitos críticos a primeira ópera norte americana, a obra foi ousada por desafiar a segregação racial e o elitismo nas artes, com elenco quase totalmente composto por negros e temática afro-americana.

G. Gershwin: Funny Face

Musical de 1927, estreou na Broadway inaugurando o recém construído Teatro Alvin, com Fred Astaire e sua irmã Adele Astaire como astros principais. O enredo, típico de comédia teatral, envolve o guardião legal de três irmãs, que guarda em seu cofre as jóias da família e um diário com informações comprometedoras. Uma tentativa de roubar o diário desencadeia as confusões e desencontros que tornaram o musical um marco na carreira dos irmãos Gershwin.
 
Ary Barroso: Aquarela do Brasil

Considerada quase como um segundo Hino Nacional, Aquarela do Brasil foi composta em 1939, primeiro por Francisco Alves e com regravações marcantes de Carmen Miranda, João Gilberto, Elis Regina, Tim Maia e Frank Sinatra. Mineiro da pequena cidade de Ubá, Ary Barroso foi um artista múltiplo: instrumentista, apresentador de programa de auditório e locutor esportivo, deixou sua marca como compositor em sambas-exaltação, mas também em composições sensíveis e delicadas, como Pra Machucar meu Coração.

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