Encontro de Ideias

Clóvis de Barros fala sobre “mudanças que transformam mercados”, no dia 7 de junho, no Teatro da SCAR

A Associação Empresarial de Jaraguá do Sul (ACIJS) realiza no dia 7 de junho, às 19h30, no Grande Teatro da SCAR, o 7º Encontro de Ideias.

 

O evento traz ao estado o palestrante Clóvis de Barros Filho, que irá falar sobre o tema “Mudanças que transformam o mercado”, abordando na perspectiva empresarial questões relacionadas à atual conjuntura político-econômica do Brasil.

 

Graduado em Direito pela USP e em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, Clóvis de Barros Filho é mestre em Science Politique pela Université de Paris 3 – Sorbonne-Nouvelle e doutor em Ciências da Comunicação, e obteve a livre-docência pela Escola de Comunicações e Artes da USP, onde atualmente é professor.

 

Informações e compra de ingressos pelo telefone (47) 3275-7027 e pelo e-mail eventos@acijs.com.br.

 

Clóvis de Barros Filho é atualmente um dos mais requisitados palestrantes do País. Suas aulas e palestras sobre ética já foram ouvidas por milhões de pessoas, em todos os estados do Brasil e também no Uruguai, na França, no México, na Argentina, na Espanha, em Portugal, entre outros países. É autor de mais de uma dezena de livros, entre os quais, o best-seller “A vida que vale a pena ser vivida” (em parceria com Arthur Meucci, Vozes), no qual escreve sobre o verdadeiro propósito da vida, e “Somos todos canalhas” (em parceria com Julio Pompeu).

 

Esta última obra é um diálogo apaixonado sobre o valor e seus muitos significados. Como atribuir valor a uma obra de arte, paisagem, conduta humana? O que nos faz dizer que uma pessoa é mais bonita que outra, ou que uma ação é melhor que outra, ou ainda, que um funcionário é mais útil que outro? Para viver e conviver, é preciso, o tempo todo, responder a perguntas como essas, uma vez que não há nada que façamos sem supor quanto valem as coisas. E, mais do que isso, é necessário entender que não existem referências aceitas por todos, razão pela qual estamos sempre escolhendo com base em interesses pessoais, o que nos leva constantemente ao conflito.

 

É para nos ajudar a viver com a consciência dos valores que nos guiam que Clovis e Julio escreveram o referido livro. Ou os compreendemos e assumimos as rédeas de nossa existência, agindo de acordo com esses valores, ou então, nos deixamos devorar por eles e vivemos uma vida cujas referências são estranhas a nós mesmos. Para o palestrante, a ética sempre foi e sempre será discutida. Isso porque, segundo ele, não se trata de uma resposta única e certa sobre a vida, mas propriamente da reflexão sobre qual o melhor caminho a seguir. Portanto, reflexão sobre ética é constante e interminável.

 

Clóvis de Barros Filho destaca em suas palestras e livros a necessidade dos indivíduos buscarem um propósito de vida, encontrar seu lugar, a razão de ser, "ou propor-se a reinventar-se, conforme a dança da vida, são escolhas morais e representam, imediatamente, a ética que teremos que adotar para vivermos e agirmos no sentido destas propostas". Destaca que muitas empresas estão revendo seus códigos de ética e suas políticas para afastarem a possibilidade de problemas.

 

"Só isso resolve ou é preciso uma mudança mais profunda das empresas, dos sistemas e, principalmente, das pessoas? Eu trabalho com revisão de código de Ética em várias empresas e o que noto é que a mera confecção de um documento, por mais suntuoso e coerente que possa ser, não terá adesão eficaz, se não houver um intensivo trabalho de conscientização moral aliado à participação do máximo de pessoas possível no levantamento das questões morais agravantes dentro daquele ambiente e as consequentes soluções mais adequadas. Se não houver engajamento no processo, não há engajamento no resultado. A questão ética nas organizações é uma questão sempre presente, sempre viva, que não pode ser sazonalizada em uma simbólica revisão de código", assinala.

 

Para ele, uma sociedade é desenvolvida quando a ética está em constante evolução. O debate, porém, pode se tornar complexo, já que não existe um manual de como ser ético. "A ética está longe de ser uma tabela pronta porque estamos a todo momento diante de novos desafios", reforça, destacando que as pessoas são livres para escolher seus princípios e a importância de se construir relações confiáveis. No caso das empresas, disse que os líderes precisam, acima de tudo, confiar em suas equipes, sob o risco de prejudicar o negócio. "Se não existir alinhamento entre valores e atitudes, não há confiança. E isso destrói o coletivo".

 

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