Orquestra Jovem apresenta Opereta pela primeira vez

Casamento à luz das Lanternas (Le Mariage aux Lanternes), de J. Offenbach será apresentada nos dias 25 e 27 de agosto, às 20h. Ingressos gratuitos já estão disponíveis. Duas sopranos, uma mezzo soprano e um tenor são os solistas convidados para os papéis principais.

Em 2019 o mundo da música comemora 200 anos do nascimento do compositor francês Jacques Offenbach, famoso por suas operetas leves, divertidas e de grande sucesso de público. Para comemorar, a Orquestra Jovem da SCAR apresenta a opereta Casamento à luz das Lanternas (Le Mariage aux Lanternes), encenada pela primeira vez em 1857, na França.

A Opereta é um estilo de ópera com música menos rebuscada, alternado com textos falados. Nesta montagem, realizada pela SCAR em parceria com o FEMUSC, a história dos dois primos que recebem cartas misteriosas sobre um tesouro será apresentada com o texto original sem cortes, com as canções em francês e as cenas faladas em português.

Os músicos da Orquestra Jovem têm entre 15 e 29 anos, muitos oriundos de projetos de iniciação musical como o Música para Todos. “Avaliamos que a Orquestra Jovem estava preparada para um desafio maior, com repertório mais complicado e exigente, além da experiência de tocar no fosso, interagindo com cantores profissionais.”, explica o Maestro André Dos Santos, coordenador artístico da SCAR, que também rege a Orquestra Jovem na opereta. “E eles estão respondendo de forma exemplar, com dedicação, seriedade e muita vontade de apresentar um espetáculo perfeito”, completa.

O Casamento à luz das Lanternas tem 5 papéis, sendo quatro cantores e um ator. De São Paulo vieram a Mezzo Soprano Catarina Taira, a Soprano  Maria Sole Gallevi e o tenor Rodrigo Kenji, enquanto a Soprano Betina Belli Maliska veio de Florianópolis e de Jaraguá, o ator Jean Bachmann. Maria Sole, italiana que mora no Brasil há seis anos, fez o papel principal na ópera Suor Angelica, apresentada em janeiro no FEMUSC.

A tradução e adaptação do texto, direção de cena e produção dos figurinos e cenários ficou a cargo do núcleo de teatro da SCAR, em um trabalho que envolve cerca de dez pessoas desde junho e que se intensificou nas últimas semanas, com os ensaios presenciais com cantores e orquestra. “Optamos por um visual atemporal, com cores em tons de terra e um cenário que permite mudanças rápidas de cena. Embora a história se passe no século XIX, ela envolve sentimentos humanos que não mudam, como amor e ambição”, revela o diretor Fred Paiva.

A Orquestra Jovem tem uma importância fundamental na formação de músicos, formando a base para o futuro da Orquestra Filarmônica. A temporada 2019 segue em setembro, com a Orquestra Filarmônica, que apresenta o Concerto Sinfônico com Ballet em Jaraguá do Sul e Curitiba.

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