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Orquestra Filarmônica de Jaraguá do Sul encerra Festival SCAR 70 anos com Sinfonia do Novo Mundo

A Orquestra Filarmônica de Jaraguá do Sul encerra a programação do Festival SCAR 70 anos com a apresentação da “Sinfonia nº 9 em Mi Menor, Op. 95”, conhecida como “Sinfonia do Novo Mundo”, de Antonín Dvořák. O concerto será realizado neste domingo (14), às 19h, no Grande Teatro da SCAR. Os ingressos são gratuitos e estão disponíveis no Sympla (clique aqui).

Como parte da programação, o público também poderá acompanhar um ensaio aberto da orquestra no sábado (13), às 9h, no Grande Teatro. A atividade é gratuita e oferece a oportunidade de conhecer os bastidores da preparação dos músicos e do maestro para a execução da obra.

Composta em 1893, durante o período em que Dvořák viveu nos Estados Unidos, a obra é considerada uma das mais importantes do repertório sinfônico. O compositor tcheco buscou inspiração em elementos da cultura americana, especialmente em referências à música afro-americana e indígena, sem abandonar as características da tradição musical europeia que marcaram sua formação.

Para o maestro Jorge Scheffer, a permanência da obra nos programas de concerto ao redor do mundo está relacionada à sua capacidade de unir diferentes influências culturais em uma linguagem musical acessível e ao mesmo tempo sofisticada.

“A Sinfonia do Novo Mundo é uma combinação rara e equilibrada entre inspiração estética e conexão com diferentes identidades culturais. Dvořák conseguiu, com sublime maestria, criar uma ponte entre o Velho e o Novo Mundo”, afirma.

Estruturada em quatro movimentos, a sinfonia apresenta temas que se desenvolvem e reaparecem ao longo da obra, criando unidade entre os diferentes momentos da composição.

“Inspirado em sua própria enculturação europeia e com insights captados da música indígena e afro-americana, Dvořák criou uma sinfonia com quatro movimentos que podemos descrever como capítulos distintos de uma mesma história. É como se ele narrasse, por meio das melodias, da harmonia e da força rítmica, as experiências vividas durante sua permanência nos Estados Unidos”, explica o maestro.

Entre os aspectos mais relevantes da sinfonia está a construção temática. Motivos apresentados nos primeiros movimentos retornam transformados em outros momentos da sinfonia, criando conexões que fortalecem sua narrativa musical.

“A unidade emocional da sinfonia está construída com temas que são apresentados, transformados e reapresentados nos quatro movimentos. Essa estratégia mantém uma conexão plena entre a orquestra e o público durante todo o concerto, sendo desafiadora e motivante para os músicos e muito emocionante para quem escuta”, destaca Scheffer.

A apresentação também possui um significado especial por marcar o encerramento das comemorações dos 70 anos da SCAR. Segundo o maestro, os temas presentes na obra dialogam com a trajetória do Centro Cultural e com a Orquestra.

“A Sinfonia do Novo Mundo é uma obra intensa que mistura saudade, descoberta, êxtase, esperança, pertencimento, futuro e inovação. Sensações que se conectam diretamente com a história, a missão e os valores da Orquestra Filarmônica de Jaraguá do Sul e da SCAR Centro Cultural.”

O concerto encerra a programação comemorativa do Festival SCAR 70 anos, que inicia nesta sexta-feira reunindo apresentações musicais, teatrais, de dança e oito exposições. Toda a programação é gratuita.

O Concerto do Novo Mundo da Orquestra Filarmônica de Jaraguá do Sul é realizado por meio da Lei Rouanet e do Governo Federal, e conta com o patrocínio das empresas WEG, Havan, DR Aromas & Ingredientes, Grupo Flexível, Martinelli Advogados, Thermo Star, Warren Investimentos e Posto Náutico Farol.

Foto: Fernanda Mattos

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