
Festival SCAR 70 anos encerra celebração com Sinfonia do Novo Mundo e anuncia legado para o futuro
Após três dias de arte, encontros e celebrações, o Festival SCAR 70 anos chegou ao fim neste domingo (14), reunindo música, dança, teatro, exposições e experiências culturais que mobilizaram a comunidade em torno da história e do futuro da Sociedade Cultura Artística.
Mais de 3 mil pessoas passaram pelo Centro Cultural ao longo dos três dias de programação gratuita. O público percorreu oito exposições, acompanhou concertos, espetáculos de dança e teatro, participou de visitas guiadas, visitou o Caminho das Artes e vivenciou diferentes experiências que ocuparam os espaços da instituição durante 70 horas ininterruptas de atividades.
O encerramento ficou por conta da Orquestra Filarmônica de Jaraguá do Sul, que apresentou a Sinfonia nº 9 – Do Novo Mundo, de Antonín Dvořák, no Grande Teatro. Considerada uma das obras mais emblemáticas do repertório sinfônico mundial, a composição foi escolhida para marcar o encerramento das comemorações por seu simbolismo de descoberta, renovação e olhar para o futuro.
Antes da apresentação da obra principal, a Orquestra Filarmônica recebeu o Coral e o Coro Sinfônico SCAR para a estreia do novo arranjo do Hino de Jaraguá do Sul, assinado pelo maestro Jefferson Kriese. A interpretação emocionou o público ao unir a celebração dos 70 anos da SCAR aos 150 anos do município, reforçando os laços históricos entre a instituição e a cidade.
Ao longo do festival, cerca de 850 pessoas estiveram envolvidas diretamente na realização do evento entre artistas, professores, alunos, técnicos, produtores, voluntários e colaboradores. As atividades ocuparam teatros, galerias, corredores e espaços de convivência, reafirmando o papel da SCAR como um dos principais polos culturais de Santa Catarina.
Durante a solenidade de encerramento, o presidente do Conselho de Administração da SCAR, Luis Leigue, destacou não apenas a trajetória construída ao longo de sete décadas, mas também o compromisso da instituição com as próximas gerações. O principal anúncio da noite foi a criação do Fundo Patrimonial da SCAR, aprovado pelos associados da entidade e atualmente em fase de estruturação jurídica e financeira.
“Um fundo patrimonial é um compromisso de perenidade. É um patrimônio que não se gasta: investe-se — e são os seus rendimentos que sustentam, ano após ano, a missão desta casa: as bolsas, os corpos artísticos e os projetos de acesso. É a garantia de que nenhuma crise jamais fechará estas portas”, afirmou Leigue.
O presidente também relacionou a iniciativa aos grandes marcos da história da instituição.
“A geração dos fundadores nos deixou a instituição. A geração que nos antecedeu nos deixou este Centro Cultural. O Fundo Patrimonial será o marco da nossa geração: eles construíram o edifício; nós vamos construir aquilo que garante que ele nunca se apague.”
Ao final da apresentação da Orquestra Filarmônica, os aplausos que ecoaram pelo Grande Teatro simbolizaram mais do que o encerramento de um festival. Representaram o reconhecimento a uma trajetória iniciada em 1956 e que continua sendo construída diariamente por artistas, alunos, professores, colaboradores e pela comunidade.
Fotos: Denis Natan

