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Grande Teatro da SCAR recebe estreia de “Ser Líquido”, novo espetáculo do grupo Soul Jazz

Há movimentos que nascem da delicadeza de uma gota. Outros carregam a força de uma correnteza. Em comum, todos seguem um caminho. É essa metáfora que conduz “Ser Líquido”, primeiro espetáculo do Soul Jazz SCAR, que será apresentado nesta quarta-feira (8), às 20 horas, no Grande Teatro da SCAR, em Jaraguá do Sul.

Com direção e coreografia da professora Gabriela Nogueira, a montagem marca um momento importante na trajetória do grupo, que celebra três anos de história. No palco, o público será conduzido por uma jornada em que a técnica do jazz se encontra com a sensibilidade para refletir sobre escolhas, transformações e os caminhos que moldam a existência. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada) e podem ser adquiridos na bilheteria da SCAR ou pelo site da TicketCenter (clique aqui).

Para Gabriela, o espetáculo simboliza a consolidação de um processo construído ao longo dos últimos anos.

“É o nosso primeiro espetáculo depois de três anos de grupo. Ele mostra a evolução dos bailarinos, dos processos e dos trabalhos que desenvolvemos. Também é uma oportunidade de olhar para trás e perceber todo o caminho que percorremos até chegar aqui.”

A inspiração para “Ser Líquido” nasceu da observação dos líquidos presentes na natureza e no próprio corpo humano. Água, rios e sangue tornam-se elementos simbólicos para contar uma história sobre direção, permanência e mudança.

“O nome ‘Ser Líquido’ veio porque o espetáculo foi pensado nos líquidos que existem na vida e em suas direções. A água do mar vem como uma onda e volta como correnteza, sempre sabendo seu caminho. O Rio Negro e o Solimões percorrem lado a lado a floresta, mas não se misturam. O sangue percorre nosso corpo seguindo uma direção, com um propósito. Queremos refletir como tudo isso se relaciona com a nossa vida, nossas escolhas e nossos destinos”, explica.

Segundo a coreógrafa, toda a criação artística foi guiada pela fluidez e pela força desses elementos naturais.

“Pensamos o espetáculo para trazer essa fluidez, a força das águas e mostrar como a potência desses líquidos influencia quem somos e a forma como seguimos nossos caminhos.”

À noite contará ainda com a participação especial do grupo Fernando Lima, de Joinville, que abrirá a programação com a coreografia “Estado de Ruptura”, obra que será apresentada no Festival de Dança de Joinville. O trabalho propõe uma reflexão sobre a coragem de abandonar aquilo que parece seguro para descobrir quem realmente somos. Inspirada no rompimento da bolsa durante o nascimento, a coreografia utiliza o plástico-bolha como metáfora da proteção que também limita, transformando o ato de romper em um gesto de coragem, liberdade e transformação.

Gabriela destaca que o espetáculo também representa um momento especial para o público da região, ao reunir uma noite inteiramente dedicada ao jazz.

“Será uma noite com muito jazz. Faz muito tempo que não temos um espetáculo exclusivamente desse estilo por aqui. O público pode esperar muita potência, força e emoção.”

Mais do que uma sucessão de coreografias, “Ser Líquido” convida a plateia a acompanhar um fluxo de movimentos que celebra a capacidade humana de se transformar. Assim como a água contorna obstáculos sem perder sua essência, o espetáculo propõe um mergulho nas mudanças que atravessam a vida e nos caminhos que cada pessoa escolhe percorrer.

Foto: Nicolas Cani

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